quarta-feira, 20 de julho de 2011

Soneto da Separação (Vinícius de Moraes)



De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto


De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama


De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente


Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

5 comentários:

  1. Conheci Vinicius no tempo de conjunto que eu tinha, na RECORD, e até hoje agente sente um grande vazio na música popular brasileira, pois o POETINHA DA VILA, faz muita falta.

    João Bosco

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  2. Vinicius viverá eternamente em nossos corações.Bjs!

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  3. são os versos mais lindos
    que um dia já pude conhecer!

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  4. Odeio spam tanto quanto você, mas essa é mesmo irresistível)

    Fikdik *querido*:

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