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sábado, 18 de dezembro de 2010

O verdadeiro espírito de natal!



O natal está aí novamente, o espírito natalino está no ar. Quando chegamos às vésperas do natal, isso acomete quase todos, nós cristãos ficamos mais solícitos, mais compreensivos e amáveis. O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois, não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. E foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal. Segundo as tradições católicas, o natal na antigidade as comemorações natalinas eram realizadas durante três dias, pois, dizia-se ser esse o período decorrido pelos três reis magos até chegarem à Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. O presépio, nós todos sabemos ser uma tradição catótlica, já a árvore de natal, explicam alguns, surgiu com Martinho Lutero, por volta de 1530, na Alemanha. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Quanto ao Papai Noel, bem, o Papai Noel, um velhinho que tem encantado todas as criancinhas mundo afora. Alguns estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal. Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano. Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.

Após o breve resumo dos parágrafos acima, é possível uma reflexão sobre o natal. Para aqueles que não acreditam, o natal é uma data comercial, algo inventado para gerar riqueza aos comerciantes, como tantas outras datas. Há uma verdade nessa afirmação. O natal é uma festa inventada, já que não se sabe ao certo o dia do nascimento de Cristo, nem a bíblia relata esse dia com exatidão. Entretanto, o espírito natalino pode ser vivido por todos os cristãos, por todos os povos. A mensagem de amor ao próximo que essa data nos trás, se bem direcionada, pode render bons frutos ao mundo.

Costuma-se comemorar o natal reunindo toda a família ao redor de uma bela mesa decorada com comidas típicas, a famosa ceia de natal. Mas isso é realmente necessário? Todo fim de ano, nas empresas e nas escolas realiza-se o famoso amigo secreto, uma festinha de confraternização. Pessoas mais abastadas encarnam o bom velhinho e distribuem presentes aos menos favorecidos pela sociedade. Ceia de natal, amigo secreto e espírito natalino, mas isso tudo é válido? Há sentido em se comemorar, festejar e sermos amáveis em uma única data do ano? A resposta é sim, tudo isso é válido, mas, desde que seja sincero, desde que seja respaldado com o mais puro sentimento, o verdadeiro amor ao próximo.

Enquanto festejamos o natal, devemos nos lembrar que existem muitas pessoas passando fome, frio, medo, solidão, tristeza, dor e que nos cobrirmos com o manto natalino no mês de dezembro não aliviará o sofrimento de nossos semelhantes, independentemente de qual religião essas pessoas sigam. Portanto, o espírito natalino deve estar conosco durante todo o ano. Há de se fazer o bem, não importando em que data nós estejamos. Vivamos o natal! Comemoremos o natal o ano inteiro!

Os políticos são o espelho da sociedade.

      O nosso problema não está no fato de o país ser unitário ou federado, de ele ser república ou monarquia, de ele ser presidenciali...