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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Por que pagar impostos?



Andei refletindo sobre o tema: então, por que pagar impostos? Está aí um tema que nos leva a várias explicações.

Mas vou me ater ao essencial. Talvez seja uma visão romântica da coisa. Eu não sei, quem sabe? Não sou o dono da verdade, mas é assim que a vejo.

Todos nós sabemos que não existem milagres, nenhum estado se sustenta sem arrecadar impostos, nenhum povo consegue sobreviver sem que haja a taxação de riquezas. Através dos tempos foram muitas as maneiras de se obter verbas que mantivessem a máquina pública em pé. Não entrarei em detalhes a respeito de como se arrecadavam verbas, fossem com taxações ou saques através guerras…

Nos dias de hoje, uns estados cobram mais, outros cobram menos, mas, incondicionalmente, todos se valem dessa prerrogativa… Para mim você não paga impostos, você recolhe a parte que cabe ao governo. De todas as riquezas produzidas no país, o cidadão produtor é dono de uma parte e a outra pertence ao estado, portanto, pertence aos seus conterrâneos também. Trata-se de uma partilha, os que produzem mais, dividem a riqueza com os que produzem menos. A isso chamamos de partilha de riquezas, distribuição de rendas.

Uma vez que o cidadão sonega impostos e nega-se a pagar o que lhe cabe. Esse cidadão não está se negando a dar o seu dinheiro, mas, sim, tomando de seus vizinhos, amigos e irmãos. Óbvio, está tomando, num português mais claro, está roubando. Pois sonegar impostos é roubar na fonte. Quem sonega comete um crime no mesmo grau que um corrupto, que um corruptor. A gravidade do crime é a mesma.

O que devemos questionar, devemos lutar para que mude, é a forma com que se aplica o dinheiro do povo. No que se investe a parte coletiva, a riqueza coletiva deve ser investida com austeridade, com parcimônia.

Saúde, saneamento básico, infra-estrutura, educação, seguro previdenciário e estabilidade econômica, sim a estabilidade econômica também depende da riqueza coletiva, vide o PROER nos anos 90. Aliás, o PROER é um belo exemplo de como se deve usar a riqueza do povo com sabedoria e austeridade…

Não sei se me fiz entender, mas acho que o espírito da coisa deu para captar. Você não paga impostos, você produz riquezas e tem um sócio, o governo, melhor falando, o povo. Todos nós somos sócios nas riquezas produzidas pela nação, por isso a necessidade de um bom gestor público.

sábado, 21 de maio de 2011

Amanda Gurgel, a heroína do professorado brasileiro.

Amanda Gurgel, professora do Rio Grande do Norte, virou heroína da causa de sua classe, a classe dos professores públicos. Num depoimento no qual silencia os deputados em audiência pública, ela, a professora, crítica a situação caótica em seu estado. Ela começou seu Discurso/depoimento de maneira direta e contundente: "Como as pessoas até agora, inclusive a secretária Bethania Ramalho, apresentaram números, e números são irrefutáveis, eu também vou fazê-lo. Apresento um número de três algarismos apenas, que é o do meu salário, de R$ 930". "os deputados deveriam estar todos constrangidos com a educação no estado do Rio Grande do Norte e no Brasil. Não agüentamos mais a fala de vocês pedindo para ter calma. Entra governo, sai governo, e nada muda. Precisamos que algo seja feito pelo estado e pelo Brasil. O que nós queremos agora é objetividade". - Palavras sinceras e fortes, mas que representam o sentimento de todos os professores brasileiros. 

Amanda Gurgel não é somente uma professora, ela é também uma militante política desde os tempos de estudante, segundo entrevista sua dada ao site do PSTU. Obviamente o PSTU é o partido ao qual ela está filiada. Não poderia ser de outra forma, pois, no Brasil de hoje, só os militantes da esquerda mais radical têm coragem de enfrentar os poderosos de frente, sem medo de sofrer represálias. Os radicais desafiam os poderes, mas, de uma maneira ou de outra, acabam sendo porta-vozes das mais diversas categorias sociais. Pode-se crucificar o MST, o PSTU e associações afins. Entretanto, não devemos negar o fato de que essas associações cumprem um papel fundamental na sociedade. O papel de mensageiras do povo humilde, mensageiras das minorias, mensageiras das classes trabalhadoras. 

Para que uma democracia funcione plenamente é preciso que todos os setores da sociedade tenham voz ativa, faz-se necessário que todos participem da vida de um país. Tem de valer os direitos das classes A, B, C e das classes D e E. O cidadão mais rico do Brasil tem de ter seus direitos respeitados, mas o cidadão mais humilde do Brasil também tem de ter os seus direitos respeitados. Portanto, mesmo que façam baderna às vezes, a sociedade precisa dessa pluralidade de idéias, ainda que alguns não respeitem as instituições. Todavia, em princípio, existem direitos e deveres. Porém, o contraponto dessa balança está justamente nos “quatro” poderes: O Executivo, O Legislativo, O Judiciário e a imprensa.

É incrivelmente bom ver uma classe mal reconhecida pelos governantes, ter o seu paladino. Amanda Gurgel, a mulher que escolheu professar e tornou-se defensora de toda uma classe. Através da coragem dessa mulher muitos brasileiros sentiram uma pontinha de orgulho de ser brasileiros.


sábado, 25 de dezembro de 2010

São Paulo das enchentes.


São Paulo da garoa. Acho que todos já ouviram esta frase. Esta magnífica cidade ficou famosa com ela. Antigamente éramos lembrados como o povo da cidade da garoa. Hoje a situação é bem outra. São Paulo a terra das enchentes. É lamentável, mas somos conhecidos como o povo que vive com enchentes infindáveis. Todos os anos o caos paulistano se repete. O verão em São Paulo é sinal de enchentes, sofrimento e transtornos para toda a população.

A localização da cidade de São Paulo e também da região metropolitana é ideal para que haja enchentes. Mas as fortes chuvas e a localização dos municípios não justificam o sofrimento do povo. Os principais problemas que causam as enchentes (além das chuvas, é claro) resumem-se a dois: As opções erradas dos políticos e a má educação do povo.

São Paulo uma cidade que cresceu sem planejamento. Com um crescimento desordenado e políticas equivocadas em relação às leis de zoneamento, nossa cidade e região atingiram o estado de calamidade em que nos encontramos atualmente. Poucos governantes foram sensíveis nessa área. Paulo Maluf com todos os seus defeitos foi ao lado do saudoso Mário Covas um dos poucos que realmente tentaram resolver essa questão.

Querendo ou não, as obras realizadas no rio Tamanduateí resolveram a situação das regiões vizinhas. Mas, casos à parte, é bem mais rentável para um prefeito gastar milhões com pontes e viadutos, CEUS, obras que lhe dão um ótimo retorno eleitoral do que enterrar milhões de reais canalizando rios e com obras extremamente necessárias como o desassoreamento de rios e córregos. Sim, rios e córregos têm de ser limpos e rebaixados.

Há locais em que não se pode permitir a ocupação, mas isso subtrai muitos votos, é melhor não mexer. Picuinhas políticas fizeram da grande São Paulo o que vemos hoje, se um político começa uma obra o outro não dá seguimento. Prefeitos que fogem as suas atribuições, um caso emblemático e o do metrô de São Paulo, não havia a necessidade de o senhor Gilberto Kassab destinar hum bilhão de reais para estas obras. Talvez se tivesse ele investido em pontos onde ocorrem alagamentos fosse melhor para o povo. Pois, todos nós sabemos onde é que alaga, não há segredos, as enchentes ocorrem sempre nos mesmos pontos da cidade. É uma questão de administração, uma questão de prioridades.

Mas podemos culpar somente os políticos? Claro que não. Todos somos culpados, cada cidadão tem a sua parte de responsabilidade em relação ao que acontece com a cidade. O lixo jogado nas ruas, em terrenos baldios e especialmente nos rios e córregos é um dos principais fatores que causam as enchentes. Cada papel de bala jogado nas ruas volta para você. A má educação do paulistano e do paulista é um dos principais fatores que causam enchentes na bela e maltratada São Paulo. Por favor, não vamos culpar somente os nordestinos e os pobres. Muita gente rica e bem-instruída polui a cidade também. Portanto é dever do estado e do povo também, zelar pelo bem de São Paulo. A responsabilidade é de todos nós. Vamos cuidar melhor da cidade.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Eu tenho um sonho, hoje.

Sim, meus amigos, esta frase não é minha. Aquelas pessoas que são mais antenadas na história mundial sabem quem é o autor que proferiu estas palavras que para mim marcaram muitos corações angustiados nos sombrios anos das décadas de 1950 e 1960. Um grande homem foi capaz de dizer estas palavras que exprimiam os anseios do povo afro-americano na então racista e insuportável América. O nome dele, meus caros? Martin Luther King Jr, sim este foi o homem que se levantou em meio à multidão de excluídos pelo sistema preconceituoso de então. Percebam que citei sistema preconceituoso de então. Por quê? Por um simples motivo. O preconceito continua, mas o sistema americano mudou. Hoje em dia os americanos utilizam o conceito do politicamente correto. Combatem o preconceito racial e outras formas de preconceito fazendo com que o bem-estar das minorias seja bem melhor do que foi num passado não muito distante.

Parafraseando este grande ícone, eu penso e escrevo aqui: Eu tenho um sonho, hoje. Eu tenho um sonho de ver no futuro um povo mais educado. Eu tenho sonho de presenciar a plena igualdade entre todos os cidadãos brasileiros. Eu tenho um sonho, não sei se verei, mas sonho com um Brasil de iguais.

Como diz um dinossauro da política nacional. Brasileiros e brasileiras, na última semana nós presenciamos um episódio lamentável. Refiro-me ao caso dos menores agressores na Avenida Paulista. Ali está representado tudo o que, nós brasileiros, deveríamos lutar contra. A sociedade contemporânea perde a cada dia que passa as suas referências. Nossos jovens têm poucos exemplos bons para seguir. Faltam-lhes mais ídolos em que possam se espelhar. A escola perdeu seu poder disciplinador, a igreja afastou-se da tarefa orientadora e, o mais grave, a família deixou de educar os seus. Mas este não é um fenômeno recente, a degradação de nossa sociedade começou lá pelo fim da década de 1970. Pegamos um rumo que se não mudarmos a rota antes que seja tarde, ficará difícil o retorno ao caminho do respeito e do amor ao próximo.

Não estou aqui defendendo o homossexualismo. Defendo, sim, o ser humano e o respeito pelo próximo. O respeito às suas opções, bem como o livre arbítrio. Ninguém é obrigado a concordar com o modo de vida do outro, mas deve respeitá-lo. É o mínimo que se exige de um cidadão civilizado.

Talvez seja impossível este meu sonho, mas como somos o país do futuro, não nos custa acreditar...

Abaixo o vídeo do SBT, nele é flagrado o momento da agressão aos jovens. Tirem suas conclusões.



Os políticos são o espelho da sociedade.

      O nosso problema não está no fato de o país ser unitário ou federado, de ele ser república ou monarquia, de ele ser presidenciali...