domingo, 24 de fevereiro de 2013

El HaTzipor (Chaim Nachman Bialik)



EL HATZIPOR



Shalom rav shuvech, ziporah nechmedet,
Me-artzot ha-chom el chaloni -
El kolech ki arev ma nafshi chalata,
Ba choref be'ozvech me'oni

Zamri, saperi, tzipori hayekara,
Me-eretz merchakim nifla'ot,
Hagam sham ba'aretz ha-chama, hayafa,
Tirbeina ha-ra'ot, hatla'ot?

Ha-tis'i li shalom me'achai betzion,
Me-achai ha-rechkoim ha-krovim?
Hoi me'usharim! Ha-yed'u yado'a,
Ki esbol, hoi esbol mach'ovim?

Ha-yed'u yado'a ma rabu po sotanai,
Ma rabim hoi rabim li kamim?
Zamri, tzipori, nifla'ot me'eretz,
Ha'aviv ba inveh olamim.

Ha'tis'i li shaliom mizimrat ha'aretz,
Me'emek, migai, merosh harim?
Haricham, ha-nicham elo'ah et tzion,
Im oday azuvah likvarim?

Ve'emek hasharon veiv'at halevonah -
Ha'yitnu et moram, et nirdam?
Ha-hekitz mishnato hasav ba'ye'arim,
Ha-levanon ha-yashen, ha-nirdam?

Hayered kifninim hatal al har charmon
Im yered veyipol kidama'ot?
Umah shlom hayarden umeimav habehirim?
Ushlom kol heharim, ha-geva'ot?

Kvar kaloo hadma'ot, kvar kaloo hakitsim,
Velo hekitz haketz al yegoni,
Shalom rav shuvech, tzipori hayekara,
Tzahali na kolech va'roni!


AO PÁSSARO

Bem-vindo ao pássaro e seu retorno doce,
Dos países quentes a minha janela
Como minha alma anseia ouvir a sua voz agradável
no inverno, quando você sair a minha habitação.

Cante, conta, querido pássaro,
De uma terra maravilhosa e distante,
Também são os problemas e grande sofrimento
lá na terra quente e bonita?

Você tem saudações de meus irmãos em Sião,
De meus irmãos distantes, mas ainda perto?
Oh são felizes! Será que eles sabem
Que sofro a dor dos que sofrem?

Será que eles sabem como abundantes minhas memórias estão aqui,
Como pode, e por isso muitos se levantam contra mim?
Canta meu pássaro, as coisas admiráveis de uma terra,
Onde a primavera habita para sempre.

Você tem saudações da música da terra?
Do vales e topos das montanhas?
Que Deus teve piedade e consolou Sião?
Ou ainda é abandonada a sua sepultura?

E do vale de Sharon e do monte da árvore de incenso
Será que eles exalam sua mirra, e seu perfume?
(...)

Faz descer o orvalho como pérolas no Monte Hermon?
Faz descer e cair como lágrimas?
E como está o Jordão e suas águas límpidas?
E como são as montanhas, as colinas?


Minhas lágrimas secaram, toda a esperança fugiu
No entanto, não há fim para minha tristeza,
Saudações por seu retorno, meu pássaro querido,
Levante sua voz e grita...

Marion Vaz

Fonte: http://eretzisraelmv.blogspot.com.br/

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A flauta mágica (Texto de Autor Desconhecido)



Era uma vez um caçador que contratou um feiticeiro para ajudá-lo a conseguir alguma coisa que pudesse facilitar seu trabalho nas caçadas. Depois de alguns dias, o feiticeiro entregou-lhe uma flauta mágica que, ao ser tocada, enfeitiçava os animais, fazendo-os dançar.

Entusiasmado com o instrumento, o caçador organizou uma caravana com destino à África, convidando dois outros amigos. Logo no primeiro dia de caçada, o grupo se deparou com um feroz tigre. De imediato, o caçador pôs-se a tocar a flauta e, milagrosamente, o tigre começou a dançar. Foi fuzilado à queima roupa.

Horas depois, um sobressalto. A caravana foi atacada por um leopardo que saltava de uma árvore. Ao som da flauta, contudo, o animal transformou-se: de agressivo, ficou manso e dançou. Os caçadores não hesitaram: mataram-no com vários tiros.

E foi assim até o final do dia, quando o grupo encontrou um leão faminto. A flauta soou, mas o leão não dançou, mas atacou um dos amigos do caçador flautista, devorando-o. Logo depois, devorou o segundo. O tocador de flauta, desesperadamente, fazia soar as notas musicais, mas sem resultado algum. O leão não dançava. E enquanto tocava e tocava, o caçador foi devorado. Dois macacos, em cima de uma árvore próxima, a tudo assistiam. Um deles observou com sabedoria:
- Eu sabia que eles iam se dar mal quando encontrassem um surdinho...

Não confie cegamente nos métodos que sempre deram certo, pois um dia podem não dar. Tenha sempre planos de contingência, prepare alternativas para as situações imprevistas, analise as possibilidades de erro. Esteja atento às mudanças e não espere as dificuldades

domingo, 6 de janeiro de 2013

A fábula do vento e o sol (Texto de Autor Desconhecido)



O vento e o sol começaram a discutir quem era mais forte. O vento disse: "vou provar que sou o mais forte. Vê aquele velhinho lá em baixo? Aposto que consigo tirar o casaco dele mais depressa que você". Assim o sol se escondeu detrás de uma nuvem e deixou o vento soprar até quase se transformar em um furacão. Porém quanto mais forte soprava, tanto mais o velhinho se embrulhava no casaco.

Finalmente o vento se acalmou e desistiu. Quando o sol ressurgiu, apenas sorriu levemente para o velhinho, e este secando o suor da testa com a mão, tirou o casaco.
O astro-rei disse então ao vento:

" A bondade e a amabilidade são sempre mais fortes que a fúria e a violência.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A fábula das três árvores (Texto de Autor Desconhecido)



Havia, no alto da montanha, três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes. A primeira, olhando as estrelas, disse:
- Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada.

A segunda olhou para o riacho e suspirou:
- Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas.

A terceira árvore olhou o vale e disse:
- Eu quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que as pessoas, ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus.

Muitos anos se passaram e certo dia vieram três lenhadores pouco ecológicos e cortaram as três árvores, todas ansiosas em serem transformadas naquilo com que sonhavam. Mas, lenhadores não costumam ouvir e nem entender sonhos!... Que pena!

A primeira árvore acabou sendo transformada num cocho de animais, coberto de feno. A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias. E a terceira, mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, acabou cortada em altas vigas e colocada de lado em um depósito.

E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes:
- Para que isso?

Mas, numa certa noite, cheia de luz e de estrelas, onde havia mil melodias no ar, uma jovem mulher colocou seu neném recém-nascido naquele cocho de animais. E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo... A segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou o pequeno barco, o homem se levantou e disse: "PAZ"!

E num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o rei dos céus e da terra. Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo sentiu-se horrível e cruel. Mas, logo no domingo, o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para salvação da humanidade, e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de seu filho Jesus Cristo ao olharem para ela.

As árvores haviam tido sonhos... Mas as suas realizações foram mil vezes melhores e mais sábias do que haviam imaginado. Temos os nossos sonhos e nossos planos que, por vezes, não coincidem com os planos que Deus tem para nós; e, quase sempre, somos surpreendidos com a sua generosidade e misericórdia.

Importante compreendermos que tudo vem de Deus e crermos que podemos esperar Nele, pois Ele sabe muito bem o que é melhor para cada um de nós.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A espada mágica (Texto de Autor Desconhecido)



Existe uma história muito, muito antiga, do tempo dos cavaleiros em brilhantes armaduras, sobre um jovem comum que estava com muito medo de testar sua habilidade com as armas, no torneio local.

Certo dia, seus amigos quiseram pregar-lhe uma peça e lhe deram de presente uma espada, dizendo que tinha um poder mágico muito antigo. O homem que a empunhasse jamais seria derrotado em combate.

Para surpresa deles, o jovem correu para o torneio e pôs em uso o presente, ganhando todos os combates. Ninguém jamais vira tanta velocidade e ousadia na espada.
A cada torneio, a notícia de sua maestria se espalhava, e não tardou a ser ovacionado como o primeiro cavaleiro do reino.

Por fim, achando que não faria mal nenhum, um dos seus amigos revelou a brincadeira, confessando que o instrumento não tinha nada de mágico, era só uma espada comum.
Imediatamente o jovem cavaleiro foi dominado pelo terror.

De pé na extremidade da área de combate, as pernas tremeram, a respiração ficou presa na garganta e os dedos perderam a força. Incapaz de continuar acreditando na espada, ele já não acreditava mais em si mesmo.

E nunca mais competiu.

Reflexão:
Será que precisamos de "Mágica" em nossa vida ou temos consciência de nosso valor e de nosso potencial?

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A escola dos bichos (Texto de Autor Desconhecido)



Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas. O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída. E assim foi feito, incluíram tudo, mas... cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos. O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele.

Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"... coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também. O Pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma topeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.

SABE DE UMA COISA?
Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias. Não podemos exigir ou forçar para que as outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades. Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem-feito.

RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Estrela perigosa (Clarice Lispector)


Estrela perigosa
Rosto ao vento 
Marulho e silêncio 
leve porcelana 
templo submerso trigo e vinho
tristeza de coisa vivida 
árvores já floresceram 
o sal trazido pelo vento 
conhecimento por encantação 
esqueleto de idéias 
ora pro nobis 
Decompor a luz 
mistério de estrelas 
paixão pela exatidão 
caça aos vagalumes. 
Vagalume é como orvalho 
Diálogos que disfarçam conflitos por explodir 
Ela pode ser venenosa como às vezes o cogumelo é. 

No obscuro erotismo de vida cheia 
nodosas raízes. 
Missa negra, feiticeiros. 
Na proximidade de fontes, 
lagos e cachoeiras 
braços e pernas e olhos, 
todos mortos se misturam e clamam por vida. 
Sinto a falta dele 
como se me faltasse um dente na frente: 
excrucitante. 
Que medo alegre, 
o de te esperar.

Os políticos são o espelho da sociedade.

      O nosso problema não está no fato de o país ser unitário ou federado, de ele ser república ou monarquia, de ele ser presidenciali...