"Sou um humanista. Isso não significa ser bonzinho ou acreditar que o homem é bonzão. Significa apenas que aceito o homem como é - medroso, primário, invejoso, incapaz, acertando por acaso e errando por vaidade: meu irmão." - Millôr Fernandes
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Fãs de Angelina Jolie: Angelina Jolie sobre refugiados em artigo escrito ...
Fãs de Angelina Jolie: Angelina Jolie sobre refugiados em artigo escrito ...: Por: Angelina Jolie Um novo nível de sofrimento para os Refugiados Angelina Jolie sobre os sírios e iraquianos que não pode ir para casa...
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
A Presidente ou a Presidenta? Eis a questão.
Bem, pelo que quase todos nós sabemos as palavras com a terminação
- nte, de origem latina, têm forma
fixa, isto é, são substantivos de dois gêneros, portanto, iguais tanto para o
masculino quanto para o feminino, mudando somente o artigo, exemplos: o/a
gerente, o/a dirigente, o/a pagante, o/a pedinte. Em certos casos, porém,
podemos utilizar as formas femininas, em que o “e” pode ser substituído pelo “a”.
Clienta, por exemplo, é um substantivo que pode ser empregado nas duas formas: “a
cliente” ou “a clienta”. Presidenta, grande polêmica, também é uma das exceções
à regra. Podemos dizer e escrever “a Presidente” ou “a Presidenta”, ambas sem o
menor constrangimento.
Para que não
paire nenhuma dúvida, a forma presidenta é aceita e está registrada no VOLP
(Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), da ABL, pelo menos desde a
edição de 1998, e também em várias gramáticas. Apenas era mais usual em
Portugal. Em artigo escrito pelo imortal acadêmico e gramático Evanildo
Bechara, publicado em jornal de grande circulação (O Dia), podemos ler:
"(...) A língua permitirá "a presidente" ou "a
presidenta" em referências à nova ocupante do cargo (...). Os nomes
terminados em -e são mais resistentes a uma regra gramatical na formação do
feminino. "Mestre/Mestra", "parente/parenta",
"infante/infanta" são correntes, e não doem no ouvido; mas tal
facilidade não se dá com "ouvinte", "estudante",
"amante" e muitos outros. O repertório lexical que regula ocorrências
nos mostra a presença de "a presidente" com um pouco mais frequência
do que "a presidenta". Com "vice-" a forma vitoriosa é
"presidente" sobre "presidenta" (7/11/2010)". – Para não
deixar dúvidas.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
A Sétima Arte está de luto, morreu Robin Williams
Robin Williams, um grande ator e um grande comediante estadunidense, faleceu na segunda-feira, 11 de agosto. Seus papéis no cinema foram, na sua maioria, memoráveis. Ficou famoso por atuações em filmes como "Patch Adams - O Amor é Contagioso" e "Sociedade dos Poetas Mortos". Uma Pena, ele tinha somente 63 anos, portanto, havia muita lenha para queimar. O vício a depressão, no entanto, não permitiram que ele continuasse na luta. Tudo indica que Robin Williams tenha cometido suicídio. Às vezes nem toda a fama e sucesso do mundo podem nos trazer felicidade e vontade de viver. Foi que aconteceu com ele, infelizmente. Descanse em paz, querido Williams. Você ficará em nossas memórias.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
The Normal Heart, deixe o preconceito de lado e assista.
Eu estava fuçando os canais pagos à procura de um bom filme, não é sempre que se consegue encontrar um bom filme nos canais pagos, por incrível que pareça, pois bem, encontrei um que vale a pena perder uns minutinhos para assistir. O filme em questão é “The Normal Heart”, uma produção de 2014. Um belo filme, muito bem construído, ótimo roteiro e excelentes atores, menção especial para Julia Roberts e Mark Ruffalo. Um filme feito para a televisão, dos canais HBO, porém, essa obra merecia uma exibição na telona, indubitavelmente.
Ned Weeks (Mark Ruffalo) é um escritor e seu namorado Felix
(Matt Boomer) contrai o vírus da AIDS, portanto, nota-se a temática gay. Mas
atenção: “The Normal Heart” é um filme baseado em fatos reais. A história toda
se passa em torno do casal e sua luta contra o preconceito e a
discriminação. Need Weekes tem como sua
principal bandeira mostrar para o mundo que a doença não deve ser vista como um
"câncer gay", ideia comprada pela médica cadeirante Emma Brokner
(Julia Roberts), que passa a agitar a causa dentro da comunidade científica.
Sem mais delongas, é um filmaço!
terça-feira, 3 de junho de 2014
Prece do Brasileiro (Carlos Drummond de Andrade)
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Meu Deus,
só me lembro de vós para pedir,
mas de qualquer modo sempre é uma lembrança.
Desculpai vosso filho, que se veste
de humildade e esperança
e vos suplica: Olhai para o Nordeste
onde há fome, Senhor, e desespero
rodando nas estradas
entre esqueletos de animais.
só me lembro de vós para pedir,
mas de qualquer modo sempre é uma lembrança.
Desculpai vosso filho, que se veste
de humildade e esperança
e vos suplica: Olhai para o Nordeste
onde há fome, Senhor, e desespero
rodando nas estradas
entre esqueletos de animais.
Em Iguatu, Parambu, Baturité,
Tauá
(vogais tão fortes não chegam até vós?)
vede as espectrais
procissões de braços estendidos,
assaltos, sobressaltos, armazéns
arrombados e – o que é pior – não tinham nada.
Fazei, Senhor, chover a chuva boa,
aquela que, florindo e reflorindo, soa
qual cantata de Bach em vossa glória
e dá vida ao boi, ao bode, à erva seca,
ao pobre sertanejo destruído
no que tem de mais doce e mais cruel:
a terra estorricada sempre amada.
Tauá
(vogais tão fortes não chegam até vós?)
vede as espectrais
procissões de braços estendidos,
assaltos, sobressaltos, armazéns
arrombados e – o que é pior – não tinham nada.
Fazei, Senhor, chover a chuva boa,
aquela que, florindo e reflorindo, soa
qual cantata de Bach em vossa glória
e dá vida ao boi, ao bode, à erva seca,
ao pobre sertanejo destruído
no que tem de mais doce e mais cruel:
a terra estorricada sempre amada.
Fazei chover, Senhor, e já! numa certeira
ordem às nuvens. Ou desobedecem
a vosso mando, as revoltosas? Fosse eu Vieira
(o padre) e vos diria, malcriado,
muitas e boas… mas sou vosso fã
omisso, pecador, bem brasileiro.
Comigo é na macia, no veludo/lã
e matreiro, rogo, não
ao Senhor Deus dos Exércitos (Deus me livre)
mas ao Deus que Bandeira, com carinho
botou em verso: “meu Jesus Cristinho”.
E mudo até o tratamento: por que vós,
tão gravata-e-colarinho, tão
vossa excelência?
O você comunica muito mais
e se agora o trato de você,
ficamos perto, vamos papeando
como dois camaradas bem legais,
um, puro; o outro, aquela coisa,
quase que maldito
mas amizade é isso mesmo: salta
o vale, o muro, o abismo do infinito.
Meu querido Jesus, que é que há?
Faz sentido deixar o Ceará
sofrer em ciclo a mesma eterna pena?
ordem às nuvens. Ou desobedecem
a vosso mando, as revoltosas? Fosse eu Vieira
(o padre) e vos diria, malcriado,
muitas e boas… mas sou vosso fã
omisso, pecador, bem brasileiro.
Comigo é na macia, no veludo/lã
e matreiro, rogo, não
ao Senhor Deus dos Exércitos (Deus me livre)
mas ao Deus que Bandeira, com carinho
botou em verso: “meu Jesus Cristinho”.
E mudo até o tratamento: por que vós,
tão gravata-e-colarinho, tão
vossa excelência?
O você comunica muito mais
e se agora o trato de você,
ficamos perto, vamos papeando
como dois camaradas bem legais,
um, puro; o outro, aquela coisa,
quase que maldito
mas amizade é isso mesmo: salta
o vale, o muro, o abismo do infinito.
Meu querido Jesus, que é que há?
Faz sentido deixar o Ceará
sofrer em ciclo a mesma eterna pena?
E você me responde suavemente:
Escute, meu cronista e meu cristão:
essa cantiga é antiga
e de tão velha não entoa não.
Você tem a Sudene abrindo frentes
de trabalho de emergência, antes fechadas.
Tem a ONU, que manda toneladas
de pacotes à espera de haver fome.
Tudo está preparado para a cena
dolorosamente repetida
no mesmo palco. O mesmo drama, toda vida.
Escute, meu cronista e meu cristão:
essa cantiga é antiga
e de tão velha não entoa não.
Você tem a Sudene abrindo frentes
de trabalho de emergência, antes fechadas.
Tem a ONU, que manda toneladas
de pacotes à espera de haver fome.
Tudo está preparado para a cena
dolorosamente repetida
no mesmo palco. O mesmo drama, toda vida.
No entanto, você sabe,
você lê os jornais, vai ao cinema,
até um livro de vez em quando lê
se o Buzaid não criar problema:
Em Israel, minha primeira pátria
(a segunda é a Bahia)
desertos se transformam em jardins
em pomares, em fontes, em riquezas.
E não é por milagre:
obra do homem e da tecnologia.
Você, meu brasileiro,
não acha que já é tempo de aprender
e de atender àquela brava gente
fugindo à caridade de ocasião
e ao vício de esperar tudo da oração?
você lê os jornais, vai ao cinema,
até um livro de vez em quando lê
se o Buzaid não criar problema:
Em Israel, minha primeira pátria
(a segunda é a Bahia)
desertos se transformam em jardins
em pomares, em fontes, em riquezas.
E não é por milagre:
obra do homem e da tecnologia.
Você, meu brasileiro,
não acha que já é tempo de aprender
e de atender àquela brava gente
fugindo à caridade de ocasião
e ao vício de esperar tudo da oração?
Jesus disse e sorriu. Fiquei calado.
Fiquei, confesso, muito encabulado,
mas pedir, pedir sempre ao bom amigo
é balda que carrego aqui comigo.
Disfarcei e sorri. Pois é, meu caro.
Vamos mudar de assunto. Eu ia lhe falar
noutro caso, mais sério, mais urgente.
Fiquei, confesso, muito encabulado,
mas pedir, pedir sempre ao bom amigo
é balda que carrego aqui comigo.
Disfarcei e sorri. Pois é, meu caro.
Vamos mudar de assunto. Eu ia lhe falar
noutro caso, mais sério, mais urgente.
Escute aqui, ó irmãozinho.
Meu coração, agora, tá no México
batendo pelos músculos de Gérson,
a unha de Tostão, a ronha de Pelé,
a cuca de Zagalo, a calma de Leão
e tudo mais que liga o meu país
e uma bola no campo e uma taça de ouro.
Dê um jeito, meu velho, e faça que essa taça
sem milagres ou com ele nos pertença
para sempre, assim seja… Do contrário
ficará a Nação tão malincônica,
tão roubada em seu sonho e seu ardor
que nem sei como feche a minha crônica.
Meu coração, agora, tá no México
batendo pelos músculos de Gérson,
a unha de Tostão, a ronha de Pelé,
a cuca de Zagalo, a calma de Leão
e tudo mais que liga o meu país
e uma bola no campo e uma taça de ouro.
Dê um jeito, meu velho, e faça que essa taça
sem milagres ou com ele nos pertença
para sempre, assim seja… Do contrário
ficará a Nação tão malincônica,
tão roubada em seu sonho e seu ardor
que nem sei como feche a minha crônica.
domingo, 23 de março de 2014
As marchas, as contramarchas e as mentiras históricas. por Roney Maurício
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| agência O Dia |
Bem, os dois grupos antípodas são perdedores e, por isso, faz todo o sentido o esforço que fazem para mudar a História. A turma que se dispôs a ir para as ruas "enfrentar" a Marcha da Família, é a mesma que apoia as Comissões da Verdade, que quer revogar a Lei da Anistia e que quer punir generais velhinhos que ainda sobreviveram aos muitos anos passados. Essa gente perdeu em várias instâncias. Primeiro, perderam a "guerra" propriamente dita: foram mortos, torturados, exilados e, finalmente, anistiados. Estiveram ao largo do processo histórico que permitiu ao Brasil voltar à normalidade democrática. Foram meramente beneficiários desse processo; não atores, nem autores.
Agora querem vender a tese, impossível de se confirmar pela História, de que sacrificaram-se para o país voltar à democracia. MENTIRA! Em sua grande maioria, quem se meteu na luta armada tinha perfil revolucionário e queria instalar no país o que, no passado, chamava-se de "ditadura do proletariado". Esta mesma, também derrotada pela História. Não, não lutaram pela volta da democracia; ao contrário, foram motivo ou instrumento do fechamento progressivo do regime. Por isso precisam tanto do "perdão histórico" que tentam obter (inutilmente) com as Comissões da Verdade. Apenas a execração pública de seus adversários à época pode dar a sensação de que foram de fato heróis e não apenas tolos radicais que todos sabem que eram. Quando se auto-intitulam antifascistas querem, por osmose, identificar-se com grupos que, no passado e em outros países, combateram o nazi-fascismo. Como qualquer um minimamente informado sabe, nesses grupos tinha-se de tudo, menos comunistas da linha oficial...
Do outro lado também só há perdedores. O próprio regime militar o maior deles: pois que findou com o rabo entre as pernas, deixando uma onerosíssima herança em termos políticos, econômicos e sociais. A crise econômica é a mais evidente, já que condenou o país a uma década perdida e a uma inflação que nos tomou 20 anos para debelar. Mas não a única: o Brasil, que ainda exibe vergonhosos índices sociais, já foi muito pior. Já foi o país com a maior desigualdade de renda do mundo e índices africanos de desenvolvimento humano. Que melhoraram sobremaneira nos últimos 20 e poucos anos. Do ponto de vista político o desastre também é visível e basta ver a turma que hoje disputa as eleições presidenciais para entender o quanto o regime prejudicou a formação de novas lideranças políticas.
Quem defende o regime militar também quer a reabilitação histórica e como seus contrários, usa a demonização do adversário e a mistificação como instrumentos. Para justificar a ilegalidade e a deposição de um governo constitucional apelam para a paupérrima tese do "contragolpe revolucionário". Como seus contrários querem se vender como salvadores da democracia, quando foram, eles sim, agentes da quebra da normalidade institucional. Pior: justificam o fechamento do regime e a violentíssima repressão que se seguiu à ação de um bando de adolescentes. Estes, que se julgavam os castristas do Brasil, pensavam que tomariam o poder com meia dúzia de combatentes em longínquas selvas ou nas cidades coalhadas de militares e seus agentes...
Opostos na visão da história e na concepção do mundo e tão parecidos nos resultados concretos e nos métodos, defensores e opositores do regime militar são os perdedores tentando reescrever a História. E quem ganhou, que não esteve em nenhum desses dois lados, agora corre os riscos associados ao renascimento desses dois fantasmas!
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| Roney Maurício é economista |
terça-feira, 11 de março de 2014
A Origem da Vida
Ora vejam só, “Jesus Henry Christ”, título original, é o
primeiro longa-metragem no qual a atriz Julia Roberts no figura entre os
produtores. Ela participa da produção executiva deste belo filme. A produção
conta ainda com a direção de Dennis Lee. Para quem não sabe ele dirigiu o filme
“Um segredo entre nós”. Além de Dennis
Lee e Julia Roberts o que torna o filme bastante especial é a atuação de um
elenco formado por atores adultos e mirins. Os atores estão impecáveis em seus
papéis. Soberbos!
Jesus Henry Christ é um filme em que não se espera nada, até
começarmos a assisti-lo, então nos surpreendemos minuto a minuto com o desenrolar
da trama, vale a pena cada minuto. A narrativa não tem nada de extraordinário,
extraordinário é o filme em si. Conta a “estória” do pequeno Henry (Jason
Spevac), que tem um QI elevadíssimo. O drama se desenvolve em torno do garoto
que, apesar de sua inteligência fora do comum, mostra-se uma criança normal
diante do fato de não conhecer seu pai (vivido por Michael Sheen, de Meia Noite
em Paris, ótimo ator). Então, inicia-se uma procura pela paternidade, onde a
mãe (Toni Collette, de Mentes Diabólicas) ajuda o filho nesta nova fase de
encontro com um passado desconhecido, sem falar na jovem Samantha Weinstein que
interpreta a irmãzinha do pequeno Henry. Tudo de bom, atores, diretor e
produção acertaram na mão em “Jesus Henry Christ” que para nós brasileiros tem
um título diferente “A Origem da Vida”... E se formos analisar direitinho, o
título em português até que fica bem.
TÍTULO ORIGINAL: Jesus Henry Christ (2012)
TÍTULO EM PORTUGUÊS: A origem da Vida
TEMA: comédia
DURAÇÃO: 92 NINUTOS
ANO: 2012
DIRETOR: Dennis Lee
ROTEIRISTA: Dennis Lee
ATORES:
jason Spevac, Toni Collette, Michael Sheen, Samantha Weinstein
Marcadores:
atores,
atrizes,
cinema,
comédia,
dennis lee,
elenco,
filme,
jason spevac,
julia roberts,
michael sheen,
origem,
samantha weinstein,
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